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NA SEQUÊNCIA CERTA
Primeiro, as flores Depois, as borboletas Por último, o vinho. Primeiro, o sorriso Depois, o afeto Por último, a nudez. Primeiro, o beijo Depois, o encontro Por último, a embriaguez. Primeiro, você… Segundo, você… Terceiro, você outra vez. E depois? Depois deixa para depois. D
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LEGADO
Eis-me aqui como um velho peregrino que anda pela estrada guiando-se pelas cercas. Aquela que não sou reclama-me. Petrificada de ausência eis-me aqui sem amanhãs nem lembranças.
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Solidão
Nada mais posso fazer que medir a circunferência dos girassóis, e plantar narcisos nos campos devastados do querer. Você se perdeu de mim de novo…
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Recortes
Minha sintonia é outra. Tem a ver com cores vagalumes borboletas tudo o que dança flutua esvoaça no instantâneo click do viver.
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CARTA, ENTÃO?
( click sobre o título para ver todo o post) maria helena sleutjes CARTA 1 Se preferes assim, carta, então! Sartre dizia que, ou se escreve para Deus, ou para os vizinhos. Como ele não acreditava em Deus, acho que sempre escrevia para os vizinhos. Eu escrevo para ti, como tu não és meu vizinho,…
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POUSO
Todas as coisas se assentam no tempo/ mariposa/ pedra/ beija-flor/folhas caídas. Tudo pousa pausada ou pesadamente/ antecipada ou tardiamente ou no tempo certo como a morte e o nascimento. O que não tem pouso levita silente permeando o frio de julho antes que ele se levante e gravite no campo sideral onde só a memória…